sexta-feira, 12 de junho de 2009

pinta-me.

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numa tela
branca
pura
pedaço
de tinta
cor
sombra
penumbra
elevador
estreito
espaço
esquivo.
um bocado de
abraço
carinho
toque.
um muito de
sempre
para sempre.
um todo de
nós
para nós
e mais ninguém.

menos uma
noite.
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Pinta-me do verde profundo dos teus olhos onde me encontro comigo e me perco de todos.
Porque o teu cheiro inunda-me quando entro em casa.
Porque me deixo ficar até te sentir por completo.
Porque me deixas ficar com o comando da tv.
Porque sorris sempre na altura certa.
Porque tens um sorriso do tamanho do mundo.
Porque tens aquele sentido de humor exquisite.
Porque és a pessoa mais doce e sincera que alguma vez conheci.
Porque cantas e acompanhas as músicas do rádio.
Porque quando não sabes a letra da música consegues sempre improvisar.
Porque danças no meio do trânsito e me fazes rir até me doerem os abdominais.
Porque amas tudo de uma forma apaixonante e contagiante.
Porque és optimista e acreditas sempre.
Porque adoras música e concertos tanto quanto eu.
Porque falámos há uns minutos.
Porque devias estar deitado no meu colo.
Porque tens saudades nossas.
Porque me emprestas o teu perfume.
Porque as tuas camisolas são o meu pijama.
Porque és diferente, de tudo e de todos.
Porque me perdi de amores por ti.
Porque encontrei abrigo e me aninhei dentro de ti e nunca mais saí.
E porque um dia me fizeste a pergunta mais bonita de sempre ao som de uma das nossas músicas quando me levaste ao nosso primeiro concerto juntos.
Porque tenho saudades.
Porque quando voltares vamos vestir-nos com um banho de espuma.
"I am swimming in bubble bath dreams or are they swimming in me?"
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Porque me pintas a pele com desejo e sonho.
Porque tens em ti todas as cores que eu não tenho.
Porque te dás a mim.
Pinta-me de ti.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

em pezinhos de lã.

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E chega o dia que teimo em adiar, em ir empurrando com a ponta dos pés um bocadinho mais e mais... E não sei fazer de outra forma. Não sei sentir de outro corpo. Olho-me e não reconheço o adulto que vêem quando passo na rua. Não vejo o-futuro-que-já-chegou-e-agora-é-presente-e-também-passado mas vejo uma criança, uma eterna criança dentro de um corpo adulto à força por forma de códigos e morais. Palpo uma criança que não quer crescer no bilhete de identidade nem nas mesas de voto. Quando quiser crescer e ver no reflexo uma mulher não será tarde. Nunca será tarde demais... nem de menos. Porque haverá sempre uma divisão cá dentro para guardar o recreio e as férias grandes e a roupa suja das brincadeiras. Porque se calhar os joelhos esmurrados serão sempre joelhos esmurrados.
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hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

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Como é bom estar assim sem nada em que pensar...
Já não me recordava de como é bom deitar-me menina e acordar preguiça...
...de como é bom ter absolutamente nada para fazer.
Mas não entendo e não me entendo como arranjo sempre alguma coisa que precisa ser feita (arrumar a roupa espalhada no quarto, limpar o pó que adora a minha casa, ler a última edição da playboy com a malhoa). Não entendo como sou tão perfeita em estragar estes momentos de coisa alguma. Durante toda a manhã fiz companhia à minha cama, uma grande parte da tarde estive apenas deitada no sofá, sem livros nem revistas nem música a sair das colunas escondidas: só a respirar e a pestanejar. Mas nem assim consegui gozar a companhia da minha casa nem a presença dos meus amigos.
Depois de recuperar energias (ficar na cama até doer o corpo recarrega baterias e quando já doer tanto mas tanto que já não se pode é sinal que a barra de vida - quais personagens do mortal combat - está completamente verde), de revisitar alguns vícios e pecados guardadinhos no armário (comer as porcarias que recuso durante a semana), de gozar o bom humor de quem está ao nosso lado (não que seja raro, é apenas inconstante) e sentir-me novamente como uma adolescente, é bom só ser. Mas há sempre alguma coisa a mais... As migalhas no sofá, a loiça para lavar, a base de copos que se esqueceram de colocar... Eu não era assim. É o que dá ter casa... Na dos outros é tão diferente!
Mas ainda é (e será sempre) tempo de ser a menina preguiçosa que come no sofá enquanto vê um bom filme com os pés em cima da mesa.
Como é bom assim acordar!
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para mim sou eu.

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Para o governo, sou números. Para a justiça, impressões. No estado civil, solteira. Na profissão, dentista. E com uma máquina na mão, sou fotógrafa. Dos livros, sou leitora. De crónicas, escritora. No blog, sou palavras, sou asneiras. No álbum, sou fotos. E na parede, sou quadros. Na balança sou quilos, ora mais ora menos. E na altura, centímetros, menos do que deveria. Para os médicos, sou saudável. Para o dentista, sou colega. Na costureira, sou medidas. Na manicure, sou unhas mas poucas. E no cabeleireiro, sou fios. Na janela, sou vizinha. E cozinheira, na cozinha. Na padaria, sou cliente. Na imprensa sou figurante, mas também posso ser notícia. Na discussão, sou réplica. E quanto ao poder? Sou oposição. Na noite, sou companhia. E para beber? Água. Nas férias, turista. E no estádio, portista. Sou também motorista, quanto estou ao volante. E no banco de trás, sou enjoada. Sou transeunte, ciclista e passageiro. Para alguns sou sonho, para outros, pesadelo. Para a família, sou filha, irmã, neta, sobrinha, prima e amiga. Para os amigos, sou um ombro e uma boa companhia. Para os amores, sou beijos e desejos. E no aperto, sou fé. Para o futuro, sou jovem. Para a vida, sou história. Para mim, sou um mistério. E quase sempre, sou sorrisos. Quem eu sou, depende de quem são os outros. Quem és tu?
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são momentos breves.

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Quero agarrar tudo ao mesmo tempo. Quero ter tudo nas minhas mãos e brincar e jogar e inflamar um coração. Quero tanto as coisas que não sei comportar-me nem sei o que me faz falta. Quero desfazer-me em prazer, entupir os meus sentidos com os outros para disfarçar a tua ausência. Para fingir que nem me importo e nem sofro com nada. Sou intocável às vezes. Omnisciente. Quero chegar lá hoje. Ou queria estar lá já. Enfiava-me pelas ruas que já conheço tão bem e perdia-me debaixo das nuvens. Queria tanto poder sentar-me num comboio, cheio de bicicletas e gente apressada e gente que também sente que tem de deixar muito para trás para alçançar tudo. Sentava-me no passeio, pedia aquela música à minha memória e não uma imitação barata e escolhia a mesa junto à lareira, só porque assim era mais fácil não ver o tempo passar. Fechava os olhos e deixava-me estar, a pensar como um dia aquilo também podia ser meu. Podia enfiar a cabeça no teu regaço e lavar a minha alma, expulsar o desasossego e espalhar a dor pela água da chuva. Podia estar lá, a pensar como já lá tinha sonhado mas que ainda vou deitar muitas vezes a cabeça debaixo daquele céu. Desligava a cabeça das vidas à minha volta, perdia-me mais dentro de mim e era só eu, entregue à minha vontade, como nunca pensei que poderia ser. Queria que fosse hoje mas talvez consiga dormir até chegar lá. São momentos breves.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

simple #7.

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The nights...
Do you want something simple?
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até de manhã.

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Tenho sono. Mas tenho também o cabelo molhado. E enquanto espero que seque deambulo por paragens incertas.

Hoje foi um dia Nestum reforçado. Qual "das 9 às 5"? I wish! Wake up and smell the coffee... Mas nada de café. Uma bandeja na cama cheia de horas por dormir, insónias, ruído, olhos semicerrados, grunhidos indecifráveis e uma carrada de mãozinhas minúsculas a puxar-me de volta para os cobertores, qual Gulliver na terra dos Lilliputianos.

Frio... Chuva... Trânsito... Minutos contados... Um pesado na faixa da esquerda... De novo o relógio... Portagens... Filas... Estacionamento... Caos... Um "bom dia" inerte... Mais um "Ohhh tão novinha!" para a caixinha dos "Ohhh e se te calasses?"... Pudins flans de aroma sem contexto... Impaciência e inércia... Façamos uma pausa! Porque "tenho dores guardadas em caixinhas" e empilhadas em 3D. Mais uma e parte. Mais uma e caio "contra mim, contra ti, contra lá". Pegam-me ao colo nos meus braços e no meu peito e suporto o peso de quem me sustenta leve. E um refúgio escuro de janelas abertas e cortinas transparentes com cheiro de casa e textura de água. E o algodão doce envolve o ar e do chão caem gordas nuvens simpsonianas com efeito trampolim e livro de instruções para piruetas. Pés de plasticina que se moldam se cairmos mal e que são mãos, olhos, relva, melancia ou lábios se o artista involuntário partilhar o saber esculpir a inspiração e a expiração. E os bocadinhos que sobram juntam-se, amassam-se e com a polpa dos dedos moldam-se cartas intemporais de "dias que passam a meu lado" e me cutucam nas costas com letras sussurradas bem baixinho, bem "segredo" em jeito de "Estúpida mania de achar que as palavras cabem nos afectos, que a paixão não precisa de sindicato e que basta o sabor dos beijos, o calor dos abraços, a intensidade de se fazer amor. Não chega, pois não? Há palavras que devem ser ditas e ficam sempre cá dentro, sempre à espera do momento ideal. E um dia os ideais mudam e passam. Vazio, dor, ausência, e um coração a transbordar de palavras que ficaram ali por um fio, a um nada de serem ditas. Palavras que assomam quando menos esperamos lembrar-nos delas. Embrulha-se o estômago quando as sentimos quererem sair cá de dentro. Contorce-se o corpo na tentativa de as conter. E depois uma lágrima, outra lágrima. E outra.". E o silêncio cresce e atinge formas de gigantismo e os sussurros adormecem... Despertador! Telefone! Barulho, memória, post-its imaginários de pestanas e de macio, em modo manual e extasiante. E não esquecer, deixar passar, adiar. Porque nem sempre o depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois epoisd epoisd epoisd poisde poisde poisde poisde poisde oisdep oisdep oisdep oisdep oisdep oisdep isdepo isdepo isdepo isdepo isdepo isdepo sdepoi sdepoi sdepoi sdepoi sdepoi sdepoi sdepoi sdepoi depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois significa o mesmo para mim e para ti. E "oxalá, oxalá te veja ao meu lado ao pé de mim, ao pé de mim..."
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fly me to the moon.

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"One night I will say to it: Heart, be still. And it will."
Margaret Athwood
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Leste o meu blog e gostaste.
Li a tua mensagem e gostei.
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BQBMT
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terça-feira, 9 de junho de 2009

i do not forget.

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A memória fascina-me. Conseguimos recordar, durante toda a vida, pessoas, cheiros, sentimentos, palavras que por algum motivo nos marcaram. De vez em quando alguma coisa desperta uma memória que estava adormecida, e recordamos tudo tão nitidamente como se tivesse sido ontem. E a meio de uma conversa ficamos com aquele sorriso parvo porque o que alguém disse nos fez voltar atrás no tempo e reviver vertiginosamente um episódio feliz. Outras coisas, que poderiam até ter mais relevância, teimam em não subir à superfície e nunca estão na "ponta da língua". Recordo-me, por exemplo, que no ciclo tinha uma professora de Inglês que cheirava sempre a flores. Nascida em África do Sul, criada em Inglaterra e amadurecida em Portugal. Lembro-me quando chegou um dia à sala a chorar porque o cão tinha morrido. Lembro-me de ter quase chorado com ela. E de que, quando era pequenina, ficava sempre à janela à espera que os meus irmãos chegassem sempre com medo que lhes tivesse acontecido alguma coisa. Lembro-me de ir a casa de uma amiguinha da primária e do bolo que comi e não gostei. Lembro-me que a professora batia nas mesas com uma régua para fazermos pouco barulho e da única vez que senti a força da madeira na minha mão, sem culpa. Lembro-me da pão com manteiga e do leite achocolatado que comia no intervalo da escola. E que gostava de beber um bocadinho depois de cada trinca. Lembro-me da coreografia de uma festa de fim de ano da escola e das peças de teatro de fantoches que escrevíamos e encenávamos. Lembro-me de correr descalça como se estivesse calçada. Lembro-me do meu irmão e da tristeza ter chegado e se ter instalado. Lembro-me de ter sujado o meu vestido da comunhão com um gelado de amoras mas de não ter ficado triste porque o gelado foi a melhor prenda que me deram e soube bem. Soube a amizade. Lembro-me de não querer ir para casa dos meus padrinhos porque não queria estar longe da minha casa. Lembro-me de pegar no meu cão ao colo, depois de ter sido atropelado, e de o trazer para casa em vez de ir para a escola. Lembro-me de ter chorado durante uma semana. Lembro-me da minha avó no portão à espera que passássemos a caminho de casa e do sabor do chá com pão que comíamos na altura. Nunca mais soube ao mesmo. Lembro-me de 3 litros de leite que não queríamos estragar e da mousse que decidimos fazer. Lembro-me de tardes passadas na varanda e da curiosidade sobre quem estaria do outro lado. Recordo-me de te ter visto a dormir no sofá e da impressão que me provocaste. Recordo-me de alturas em que me senti muito envergonhada, ou muito feliz ou muito triste.
A memória... "Do you remember when we first met? I sure do..."
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Não me esqueço das pessoas que já passaram pela minha vida e me dedicaram um sorriso.
Não me esqueço de te ter sempre na memória.
Não me esqueço da primeira conversa que partilhámos.
Não me esqueço de como sou feliz.
Não me esqueço que sabes que não gosto de receber flores.
Não me esqueço de como amadureci com vontade.
Não me esqueço que serei sempre a "pequenina".
Não me esqueço de como gostei do nosso concerto e das músicas que fizeram sentido.
Não me esqueço que não temos culpa de haver quem não goste.
Não me esqueço da festa a que não fui.
Não me esqueço de como gosto de andar descalça em nossa casa.
Não me esqueço nunca das corridas com o meu irmão.
Não me esqueço do sabor das amoras apanhadas no monte.
Não me esqueço de me dedicar à amizade.
Não me esqueço de me embalares no teu colo quando tudo parecia correr mal.
Não me esqueço de cada semana que passa.
Não me esqueço da cama de rede da varanda.
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simple #6.

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The games...
Do you want something simple?
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

de mim para ti.

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Eu amo. Eu gosto. Eu desejo. Eu adoro. Eu quando amo gosto. Eu quando amo amo a sério. Eu quando amo mimo. Eu quando amo faço sonhar. Eu quando amo suspiro e faço suspirar. Eu quando amo carrego o mundo. Eu quando amo faço da distância um caminho de tijolos amarelos e sapatos vermelhos que me levam para o longe. Eu quando amo não tenho pressa. Eu quando amo estou sempre lá. Eu quando amo conto as estrelas por ti e por mim. Eu quando amo equilibro. Eu quando amo canto. Eu quando amo encontro-me. Eu quando amo não escondo porque não quero, não consigo e não preciso. Eu quando amo não desisto, luto. Eu quando amo quero tudo e quero hoje e quero para sempre. Eu quando amo não tenho braços mas carinho, não tenho pernas mas encontros, não tenho boca mas beijos, não tenho olhos mas sonhos, não falo mas encanto. Eu quando amo não tomo nada, mas nada mesmo, como garantido. Eu quando amo esqueço distâncias, desenho beijos e escrevo texturas. Eu quando amo visto-me de mar e sorriso, pinto-me de luz e brilho com as estrelas. Eu quando amo realizo desejos. Eu quando amo fecho os olhos e sei que vou amar assim para sempre. Eu quando amo quero ser o sol e os pássaros. Eu quando amo choro e rio sem medos. Porque nada me fere. Eu quando amo sonho com verde, com azul, com nuvens brancas e com bolas de sabão. Eu quando amo sou mais eu e mais nós. Eu quando amo quero e quero e quero. Porque sei dar sem que me peçam e cresço sem sair do lugar. Eu quando amo vejo lençóis brancos e perfumados num qualquer elevador e na escuridão sou corpo puro a transbordar de ti.
Mas isto sou só eu. Quando amo. E eu amo. Muito. Mais que muito. Amo hoje. Amei ontem. Vou amar amanhã. Longe e perto. Porque se fechar os olhos com força consigo esticar a mão e tocar-te. Uma lágrima de saudade por cada momento... Porque posso conhecer muitas pessoas mas nenhuma como tu. És único, tal como eu e a pertença é nossa.
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simple #5.

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The jokes...
Do you want something simple?
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eu aos bocados #2.

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the last time.

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"O ciúme é irracional: alimenta-se do seu próprio sofrimento e é como se só conseguisse saciar-se e acalmar-se quando tudo o que de pior imaginou se torna real e nítido e visível. O ciúme é uma dúvida doentia que cresce como um cancro e a que só a certeza de já não haver lugar para dúvidas pode trazer, pelo menos, o bálsamo de pôr fim a essa angústa, a esse enxovalho de viver permanentemente à procura dos sinais de traição. Quanto mais chocante for a evidência, quanto mais real for o real da traição, mais o ciúme se sente recompensado, redimido, quase digno de respeito."
Miguel Sousa Tavares - Equador
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Por isso quando te disserem que és linda e que és tudo: sorris e aceitas.
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Apetece-me sorrir...
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me, me, me.

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"Sometimes you have to do the wrong thing. Sometimes you have to make a big mistake to figure out how to make things right. The stakes are painful. But they're the only way to find out who you really are. I know who I am now. And I know what I want."
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in Grey's Anatomy
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

mundo animal.

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Há uma palavra mágica que se diz. Essa palavra é sempre diferente. Montanha, precipício, brilho. Essa palavra pode ser um olhar. A voz. Um olhar. Essa palavra pode ser o espaço de silêncio onde não se disse uma palavra. Brilho, montanha. Essa palavra pode ser uma palavra, qualquer palavra. Há uma palavra mágica que se diz. Há um momento. Depois dessa palavra, só depois dessa palavra, pode começar o amor.
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José Luís Peixoto
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Pode ser qualquer palavra. Uma sucessão de palavras. Uma frase. Para alguns um "Bom dia", um "Posso ajudar?", "Por acaso não tem uma batedeira?". Uma troca. Um pedido. Embaraço. Rosto corado.
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"Se apanho a p*ta da pomba f*d*-a!"*... Há uma palavra mágica que se diz. Há outras que só dão para rir durante o caminho para casa.
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*by Caty.
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me and them.

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Sempre gostei de pessoas que realmente dizem aquilo que pensam mas tenho medo de ser como elas.
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para a Caty.

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Como o senhor simpático das bombas disse "2.3 à frente e 2.4 atrás!".
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Quem sabe sabe e nós já sabemos!
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E para a próxima confirma se a sela está apertada...
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simple #4.

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The letters...
Do you want something simple?
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

eu aos bocados #1.

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"Olá! O meu nome é biga e sou tvaholic." "Olá biga!"
Mesmo que não dê nada de jeito na televisão não a desligo.
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simple #3.

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The look...
Do you want something simple?
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grey.

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Porque está frio quando se sai de casa.
Porque se veste uma camisola de manga comprida.
Porque o sol vem depois.
Porque se fica com calor.
Porque as pessoas não respeitam os compromissos.
Porque o parquímetro só dá para 2h.
Porque quase todos os estacionamentos são de moeda.
Porque existem operações stop.
Porque há pregos na estrada.
Porque os pneus não são de aço.
Porque há trânsito.
Porque os planos mudam.
Porque amanhã há outro teste.
Porque chove sempre naquelas escadas.
Porque os sapatos magoam os pés.
Porque não se sabe se amanhã vai ser um bom dia.
Porque os arrumadores não gostam de espelhos.
Porque há quem escreva o seu nome na nuca.
Porque o Anjos Urbanos é a dar para o carote.
Porque há desilusões...
... e quem desiluda.
Porque não somos todos ricos.
Porque temos de trabalhar.
Porque não podemos dormir até ao meio-dia...
... tomar o pequeno-almoço à hora do almoço...
... o almoço à hora do jantar...
... e o jantar à hora que nos apetecer.
Porque nem tudo é preto...
... nem tudo é branco.
Porque há muitos cinzentos.
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olá! o meu nome é...

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Nunca fui tão irresponsável. E nunca pensei gostar tanto.
Entrei em modo "Que se lixe" e deixo tudo para depois. Tudo o que não me interessa agora.
Não me preocupo mais com o que as pessoas pensam, com a roupa que visto e se os sapatos combinam ou não.
Canto na rua, ao sair do trabalho, e nem olho para o lado para ver se os outros estão a olhar. Às vezes até danço pelo caminho.
É engraçado. Até parvo!
Acho-me com graça. E acho-me uma graça também.
Sério! Não, sério não porque não pretendo levar nada a sério.
É verdade. Sempre fui certinha demais, crítica demais, preocupada demais. Agora estou do outro lado. Mas não porque eu quero e sim porque simplesmente estou.
Desprendi-me de tudo.
Tudo se tornou motivo de festa.
Tudo se tornou riso de novo.
Descobri que o melhor que faço é dormir pouco. Preciso constantemente de queimar energias.
Sou mais feliz quando chego a casa cansada e quando acordo no dia seguinte a reclamar de tudo e todos e a dizer que para a próxima me vou deitar mais cedo.
Uma nova pessoa surpreende-me a cada dia.
Ainda há alturas em que quase sou como era. De vez quando até me reconheço.
Mas não consigo prever as minhas reações.
Faço coisas que antes jamais faria. E deixo de fazer aquilo que eu mais fazia. Sei lá quem eu sou.
Muito prazer! Eu sou eu! Um eu diferente. Um eu menos convencional. Mais livre, mais solto. Mais parvinho, mais simples. Mais tudo. Até mais feliz.
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simple #2.

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The news...
Do you want something simple?
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

susanita.

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"Ai Susana, tua cabecinha onde é que anda?"*

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Hmmm, nunca me enganaste Susan. E para provar isso lá foste fazer cu-cu para um relógio novo. Esse teu ar alienígena, esses trejeitos suspeitos, esse "Eu nunca fui beijada por ninguém e vivo com o meu gato!"... Mais subtileza da próxima vez, sim? Vais ver que até é capaz de resultar e que consegues não perder contra um grupo de crianças (sim, crianças!). A diversity é lixada, né? A mesma musiquinha triste e depressiva é isso mesmo, triste e depressiva. É que um copy/paste com menos sobrancelhas, um vestido colante com lantejoulas e uma nova cor de cabelo não fazem TODA a diferença.

Mas nem tudo é mau. Pensa no lado bom da coisa. As pessoas vão continuar a falar de ti. Vais receber presentes e correspondência dos teus fãs. O sr. Gordon Brown até disse que estava preocupado com o teu internamento, já viste? Confirma-se que és uma figura pública! Mas também o é a Kate McCann, o Castelo-Branco, o Michael Jackson, O Bush, o Bo (cão do Obama), o caso confirmado de gripe A em Portugal...
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Um conselho: tenta não usar essas cordinhas vocais lá no sítio onde estás. Não acho que os teus novos amiguinhos apreciem!
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"I had a dream my life would be
So different from the hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed."
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Não foi a vida. Foste mesmo tu! Sorry...
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*by Nel Monteiro, esse visionário.
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Não me apetece estudar.
Não me apetece estudar. Não me apetece
estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar.
Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece
estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece
estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar.
Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Apetece-me escrever isto. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me
apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me
apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não
me apetece estudar. Não me apetece estudar. Não me apetece estudar.
Não me apetece estudar. Não me apetece estudar.
Não me apetece estudar.
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A verdade é que se não tivesse escrito isto já tinha lido os apontamentos todos. Ou não... Ai o peso na consciência! Que fique por lá e não se aninhe no resto do corpo.
Mas nem tudo é mau. Hoje, se estivesse na terrinha e se não tivesse curso, poderia ter feito o dia do chefe. Não fiz! Amanhã vou ter de adiar a entrevista de trabalho mas, em compensação, vou fazer o dia todinho. Pena que para isso alguém tenha de estar doente ou triste ou lixado ou deprimido ou desiludido.
We can't have it all...
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Por isso, vai ser mais ou menos assim:
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curso hoje à tarde - viagem para casa (hoje ou amanhã?) - trabalhinho todo o dia - viagem para o porto - tempinho de princesa - viagem para o trabalho na quarta de manhã - babysitting de tarde - viagem para o porto - curso - pouco mas bom tempo bzigótico - viagem para o trabalho na quinta de manhã - entrevista de tarde (?) - viagem para o porto - curso - casa - trabalho no porto na sexta - jantar de aniversário (?) - viagem para o trabalho no sábado de manhã - fim de semana na terrinha :)
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simple #1.

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Ok! Do you want something simple?
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marketing.*

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andrologia
s. f.
Ciência do homem e, especialmente, das doenças do homem.
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"Anda a passar na televisão uma publicidade institucional sobre andrologia que afirma que 500 e tal mil homens sofrem de disfunção eréctil. Nem me parece muito assim de repente. No entanto, se calcularmos que Portugal tem em média 10 milhões de habitantes, tirando as mulheres, os velhos, os miúdos e o José Castelo-Branco, 500.000 já começa a parecer mais significativo.
Como é meninos? Está na altura de começarmos a ficar preocupadas?"
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Realidade ou blue marketing?
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let´s do it.

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Não é original mas acho que poderão sair daqui episódios engraçados e surreais.
Cada um de vocês irá descrever uma outra pessoa (escolhida por mim, provavelmente!) mas nada de lamechas e cheio de elogios. Quer-se a verdade nua e crua! A verdade apenas que dispenso pormenores! E a partir passam a ser personagens do blog, fictícias ou não (só depende de vocês).
Esperem pela sms!
Contagem decrescente a começar em 5... 4... 3... 2... 1... Telemóveis!
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the girl i am.

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Gosto que me perguntem onde quero ir.
Gosto que me segredem coisas ao ouvido.
Gosto de after hours de conversa.
Gosto de cabelo molhado.
Gosto dos meus olhos no segundo após deixar de chorar.
Gosto de fotografias inesperadas.
Gosto de chuva e de sol.
Gosto que me quebrem tabus.
Gosto de bilhetinhos ao lado da cama.
Gosto que me descasquem as laranjas.
Gosto de lençóis lavados.
Gosto de tudo em ordem.
Gosto de conduzir depressa.
Gosto de ver torneios de póquer.
Gosto de acordar cedo quando não preciso.
Gosto de dizer awesome.
Gosto de ver futebol.
Gosto de saídas não programadas.
Gosto de dar as mãos.
Gosto de escolher como, quando e onde.
Gosto de abraços.
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E tu de que gostas?
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