quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Por ti
deixava de meter
o dedo no meu belo nariz
e de roer as minhas unhas deliciosas

por ti mandava arranjar os dentes
e comprava um colchão

por ti
matava a minha barata favorita
que vive no rodapé
junto do estirador ♥
Diane di Prima
* Por ti... para ti.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu consigo fazer os prédios dançar. Cidades inteiras movem-se por minha causa.
É como são as coisas.
Vejo um mundo entre os edifícios. Vejo a forma como cortam o céu. Como os dentes de alguém que não conheço.
A que sabe?
Quero provar.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Há coisas que me fogem dos dedos e que só não mancham as letras porque são pintadas com tinta lavável.

(des)hábito.

..
De escrever.
De me expor. De expor e ponto.
Desabituação.
De falar. Soa estranha a voz.
De tocar. Arranha a pele.
De rir. Estranha bem lá no fundo.
De correr... Dói.
De tudo.
Não há vontade nem paixão.
Não há tudo nem metades.
Há ângulos rasos e giros. Roda e retorna e roda. E apenas mais uma demão de aparência sobre o feio do que é.
Transparência espessa e baça do que sou. Do que poderia ser.
Cantigas tristes com um sorriso nos lábios.
Sempre.
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i wonder if...

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... I can wait for the rain
And hide from the sun.
.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010


Hoje apetece-me nada.
Vazio.
Ficar oca.
Marcar.
Cair.
Não me levantar.
Derreter.
Calar.
Afonia.
Ler lábios.
Adivinhar.
Reparar.
Distrair.
Acessório.
Fugir do que
Chão.
Frio.
Esconder.
Dormir.
Levitar.
Sem onde nem quando.
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Ficar...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

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"Que solinho redondo que está agora depois de ter vindo chuva e vento durante 10 minutos.
Não tem nada a ver com nada em particular mas lembrei-me logo de ti...
Quando choves ou fazes vento e frio para mim, logo logo fazes um solinho redondo."
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quinta-feira, 15 de abril de 2010



Ponho um beijo demorado no topo do teu joelhoDesço-te a perna arrastando a saliva pelo meioOnde a língua segue o trilho até onde vai o beijoNão há nada que disfarce de ti aquilo que vejoEm torno um mar tão revolto no cume o cimo do tempoE os lençóis desalinhados como se fosse de ventoVolto então ao teu joelho entreabrindo-te as pernasDeixando a boca faminta seguir o desejo nelas


maria teresa horta

terça-feira, 6 de abril de 2010


Há muito muito tempo... Não há tanto tempo assim mas há tanto que nem ela sabe bem quando foi.
2001? 2002?
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O palco da história é literalmente um palco.
Entre figurantes e personagens secundários os protagonistas assumem posições aleatórias, esperando deixas e dicas, sem preocupações com textos memorizados ou inícios de cena com a cortina a abrir.
Subiram ao palco. Ela primeiro com a sua legião. Ele depois.
Aplausos.
Não contracenaram juntos. Não houve um diálogo em palco.
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"Liga-me depois!"
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O palco expandiu-se e sobrepôs-se à rotina. Tornou-se musical, competitivo, saudável, intenso, cénico. Cresceu e tornou-se criança mimada... pelos dois.
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E a cortina desceu. Mas ele e ela permaneceram de mãos dadas em cima do palco.
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domingo, 4 de abril de 2010

anónimos com nome.


Para o menino Paulinho que me presenteia com a sua graça quando o vento sopra em ziguezague, quer aqui quer com um chocolatinho na mão antes da tortura.
Confidente de (des)aventuras lusobrasileiras.
Amigo inesperado mas recebido de braços abertos.
O eterno Paulinho inho inho inho inho...
O núcleo duro permanecerá.

Para o menino Ricardo, izztúpido quanto basta.
Membro fundador dos dias de parvoíce.
Amigo presente (ainda que ao longe).
Comunicador nato (para o bem e para o mal).
Mestre no envio de mms (e viva o extreme).
Fashion adviser das horas de indecisão.
E recordo com saudade quando tentávamos adivinhar as músicas que passavam na rádio até o sono sair vencedor.

* Para aquecer o coração.

terça-feira, 30 de março de 2010

:)


Olha olha!
Tão parva que quero este modelito! :)

foolish.


Hoje estou parva. Estou, não sou!
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Parva como quem canta qualquer musicola que passe na rádio.
Parva como quem entope a rua só porque o arco-íris está mais nítido que nunca e desfoca se o carro estiver em andamento.
Parva como quem pede uma fatia daquele bolo de chocolate habitué e o acha ainda mais fofo que o normal.
Parva como quem se senta nos espaços infantis e ganha meia hora a escrever um nome com lápis de cera de todas as cores.
Parva como quem se veste de azul, prateado, rosa, verde, cinza, castanho e amarelo tudo de uma só vez.
Parva como quem manda mensagens gugu para o namorado e se derrete toda com as respostas dada.
Parva como quem se sente pequena na roupa que usa mas enorme no corpo que passeia.
Parva como quem não faz planos para amanhã mas imagina coisas lindas, passeios de mão dada, corridas para fugir da chuva, gelados que congelam a mão e abraços reconfortantes.
Parva como quem só quer acordar cedo e ficar até tarde no quentinho dos cobertores a pensar com dois sorrisos no rosto.
Parva como quem, subitamente, tem vontade de escrever sobre nada e nada sai, realmente.
Mas parva...
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heavy weight.


Pode parecer estranho mas gosto quando estás doente. Assim posso tomar conta de ti.
Foi o que ela lhe disse. E recebeu um sorriso.
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E o peso dos dias voou. E ela largou os cordéis dos balões.

terça-feira, 23 de março de 2010



Porque o amor é elástico. Estica, molda-se, dobra-se e com sorte nunca parte.
E flutua num antes e num depois, como o melhor e o pior da vida.
O que não se ama, não existe. E o que existe sobrepõe-se num caos maravilhosamente surrealista.
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"- Hoje apetece-me sonhar. Queres sonhar?

- Vamos fazê-lo em silêncio. Será mais belo."

sábado, 20 de março de 2010

pretexto.

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Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te "meu amor"*
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar

E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
Podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...

Hoje, só por ser Outono, vou...


Tiago Bettencourt - Outono
* Hoje e sempre.

terça-feira, 16 de março de 2010

my ♥ for you*

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


mesmo mesmo mesmo?*

O que eu queria mesmo era:
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- chegar à cama e adormecer tão depressa ao ponto de não me lembrar sequer que me tinha deitado;
- acordar antes do despertador me deixar de mau humor e ter tempo de me sentar, ligar a tv e beber um sumo de laranja;
- ter vontade de sair à noite sem bocejar de 5 em 5 minutos;
- rir mais e melhor mas com intenção;
- ir às compras sem ter de fazer contas (ou fazê-las mas como aqueles passatempos em que se tinha de gastar xxxxxxxxxxx euros em 24h!!) ;
- passear no sítio b e sair do a (sempre o a... sempre o a...);
- ficar deslumbrante na minha roupa nova;
- apanhar sol sem me preocupar com cremes, queimaduras, manchas e mirones.
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Hoje estou assim a dar para o quem-disse-que-a-aparência-não-é-fundamental-deve-ser-parvo-ou-a-claudia-schiffer e no entanto o meu pijama não me larga (sai pijama! menino mal comportado!)
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E prontos. Era mesmo só isto. E agora que as queixas estão feitas vou ali e já volto.
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* Isto é o que eu quero mesmo.
O que eu quero mesmo mesmo mesmo é outra conversa.
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-

quarta-feira, 10 de março de 2010

she dreams in colors.



De que cor...

ris... suspiras... danças... vives... saltas...
fazes amor... seduzes... te deixas seduzir... inspiras...
experimentas... choras... gemes... cresces... conheces... coras...
te transcendes... dormes... escreves...
contas uma história... gostas... abraças... imaginas...
tremes... sonhas... fazes planos... dás a mão...
te acariciam... sussurras... foges... procuras... encontras...
mentes... guardas segredos... te acalmas... explodes... expiras... desejas...
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te vês e vês os outros?

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De que cor queres ser hoje?

segunda-feira, 8 de março de 2010

para... em...



E chove em mim.
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Ando que ando. Baloiço mas não caio.
E o Eu e o eu traçam diagonais ponderadas a fugir do que é mas não parece ser como se o silêncio mudo esbracejasse em vão.
Não sou movida por um sentimento nostálgico. Não hoje. Porque envolvida por estas quatro paredes sem cantos está a exaltação dos sentidos. Como os barulhos sem mastigar... Cheiro as cores da terra... O azul, o violeta, o cinzento...
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Sempre o cinzento...
E a ilusão de quem está por detrás das cores com corpos transparentes e atravessados ora por brisas ora por tempestades.
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Sempre o cinzento...
"Como o ciclo da água"... Ilusão que cresce e se encolhe tolhida de frio. Hoje chove, amanhã não se vê a ponta do pé enevoeirada.
Água-ilusão...
"Desaparece?"
"Por vezes parece que sim, quando pára de chover. Mas a água toca no chão quente e sublima sem fecundar o corpo-terra. E tudo recomeça. Perfeito seria sempre um céu cinzento."
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Cinzento... Sempre o cinzento...

Para mim... Em mim..
Em ti!

uninspired.

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I just need to see things from a different elgna.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

just breath.



Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see...
No one knows this more than me.
As I come clean.
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By my precious Eddie.
"Era uma vez um blog"





Que está de volta! :)
A arrumar as coisinhas nos sítios certos...